Motorista da Uber é preso por estupro e cárcere privado em Goiânia

No início da tarde desta quarta-feira (31), o motorista da Uber Landerson Viera da Silva, de 26 anos, foi preso em Goiânia. Ele teria estuprado e mantido em cárcere privado uma jovem de 20 anos, que não teve a identidade revelada. O crime teria ocorrido durante a madrugada.

De acordo com o subtenente Vidal, da Polícia Militar, a vítima utilizou o aplicativo para fazer uma viagem de Santo Antônio de Goiás, cidade a 35 quilômetros de Goiânia, para a capital. “Ela relatou que o condutor a levou para uma espécie de ‘mocó’ no Jardim Petrópolis, região Oeste. No local, ele a manteve como prisioneira durante toda a madrugada, fazendo uso de drogas, praticando violência sexual e a ameaçando”, relata.

Vidal conta que, por volta das 6h30 da manhã desta quarta-feira (31), o motorista liberou a vítima na rua, em Goiânia. A jovem, então, retornou para Santo Antônio, onde mora. “Ela prestou atenção no trajeto e fez a denúncia. A Companhia de Policiamento Especializado (CPE) de Anápolis, responsável pelo patrulhamento na região, localizou o motorista pelo aplicativo e deram voz de prisão”, esclarece o subtenente. Landerson foi encaminhado à Central de Flagrantes de Goiânia.

Em depoimento, Landerson confessa que houve relação sexual com o consentimento da jovem. Ela foi conduzida ao Instituto Médico Legal (IML) para exames, e depois para a Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam).

Nota

Em comunicado, a empresa Uber comentou o caso. “Nenhum comportamento criminoso é tolerado. O motorista foi banido da plataforma assim que a denúncia foi feita. Estamos tentando identificar se a viagem ocorreu pelo aplicativo ou não. Reafirmamos repudiar qualquer tipo de comportamento abusivo contra mulheres, acreditando na importância de combater, coibir e denunciar casos de assédio e violência. A empresa está sempre à disposição para colaborar com as autoridades no curso de investigações ou processos judiciais“.

Polícia tem duas hipóteses para morte de mulher que teve corpo deixado na Praça do Trabalhador

Delegada acredita que, pela forma como o corpo foi deixado, autor do crime teve ódio e precisou se livrar de cadáver e motocicleta da mulher

 

A Polícia Civil já sabe que havia ódio em quem matou uma mulher e abandonou o corpo na Praça do Trabalhador, centro de Goiânia. O crime foi descoberto na manhã desta terça-feira (30), e Géssika Sousa dos Santos, de 28 anos, estava com mãos amarradas com fio elétrico. A mulher foi deixada, enrolada em um lençol, ao lado da própria motocicleta. Testemunha viu corpo ser deixado.

Duas linhas de investigação são tratadas e a delegada adjunta da especializada em Homicídios de Goiânia Magda D’Avila, que apura autoria e motivação da morte acredita haver indício de passionalidade, mas ainda trata com cautela as informações que surgem. “Temos certeza de que a pessoa que matou ela estava com muito ódio, para agir com requintes de crueldade como fez. O que temos ainda são informações coletadas nas primeiras horas da investigação, que ainda é recente, e vamos tratar com cautela para que um dia cheguemos à autoria.”

O marido da mulher, que segundo a delegada estaria acamado, ainda será ouvido e o depoimento dele tende a render detalhes importantes para a investigação. “Recebemos a informação de que ele estaria operado e não consegue se levantar da cama. O depoimento dele será importante para traçarmos um perfil da vítima. Com quem ela se relacionava, qual era o tipo de vida que levava e se tinha algum desafeto”, disse.

Corpo encontrado amarrado com fios e enrolado em lençol, achado por pessoas na Praça do Trabalhador (Foto: Leitor do Mais Goiás)

DESCARTE DO CORPO
A polícia ainda quer entender o motivo para que a pessoa responsável por matar a mulher tenha planejado o descarte do corpo e da motocicleta dela. Apesar de haver uma necessidade de retirar o cadáver do local onde aconteceu o crime, o assassino não se preocupou em deixar o corpo e a moto de Géssika à vista, em plena praça pública, onde passariam e perceberiam o fato.

A situação é analisada por um psicólogo forense como possível arrependimento. “Pode ser que o responsável por este assassinato tenha se arrependido do que fez, após ver que a vítima das violências estava morta, tentou ocultar o corpo, mas sentiu a necessidade do cadáver ser notado. É preciso analisar todo o contexto do crime, qual a relação que a vítima tinha com o autor, porque há uma relação de culpa e passionalidade — é como se o autor do crime tivesse o cuidado e zelo de preservar o corpo quando faz o preparo do cadáver e quando tem o cuidado em deixar ele fácil de ser encontrado pelas autoridades” observa.

Pessoas que passavam pelo local pararam e desceram dos veículos, com intenção de registrar o corpo na Praça do Trabalhador (Foto: Leitor do Mais Goiás)

RELEMBRE
O dia de terça-feira (30) ainda amanhecia, na Praça do Trabalhador, setor Central de Goiânia. O vigilante de uma empresa de transporte público que usa o local para guardar ônibus teve estranheza ao perceber um pacote. O volume era grande, enrolado em lençol, ao lado de uma motocicleta modelo Fazer, de cor azul e placa PRG-0568. Com um pedaço de madeira na mão o homem percebeu que se tratava de um corpo humano.

Com ajuda de um fiscal do transporte coletivo, o vigilante acenou para uma viatura do Corpo de Bombeiros que passava pelo local. Foi a equipe, com um médico abordo, que constatou se tratar de um cadáver. Daí em diante, a Polícia Militar foi acionada para isolar o local que já se enchia de curiosos. Pessoas paravam o trajeto que faziam e desciam de veículos para ver o que acontecia, e com celulares nas mãos, gravavam tudo.

O serviço policial já iniciava a buscar dados da proprietária da motocicleta, e tinha a suspeita de que se tratava de Géssika, quando uma vizinha da mulher confirmou. A perícia no local confirmou se tratar de morte violenta, com indícios, segundo a delegada D’Avila, de abuso sexual. “Tudo ainda será confirmado pelos laudos periciais, mas já temos fortes indícios de violência sexual.”