Uma pesquisa realizada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) revelou que os municípios com baixo investimento em saneamento básico são mais propícios à desenvolver doenças relacionadas a deficiência no serviço de água e esgoto. Segundo relatório, municípios que recebem investimentos têm mais qualidade na saúde.

De acordo com a CNI, entre os anos de 2014 e 2016, pouco mais de R$ 60 por habitante foram investidos em saneamento. E se o investimento é baixo, o serviço não chega. No Pará e Rondônia, por exemplo, menos de 10% da população tem acesso à rede de esgoto. Já no Maranhão, apenas 30% da população tem saneamento básico.

O acesso ao saneamento básico é um direito de todos garantido pela Constituição, porém, em muitos lugares isso não é cumprido. No topo desse ranking negativo estão os estados de Rondônia, Amapá, Amazonas, Piauí, Pará e Maranhão.

Segundo dados, existe uma relação direta entre o baixo investimento e as doenças causadas pela falta de saneamento. Por isso, o acesso à água encanada e ao esgoto canalizado e tratado evitaria muitas doenças com benefícios não só para a população, como também na redução de despesas públicas com hospitalização e medicamentos.

 

FOTO: Clique Diário