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Grande Telescópio Canárias em foto de 2015. EFE/Miguel Calero

 

Uma equipe internacional de astrônomos confirmou a existência da galáxia anã Donatiello I, nomeada assim em homenagem ao astrônomo amador italiano Giuseppe Donatiello, que a descobriu.

A galáxia foi encontrada quando Donatiello analisava imagens da constelação de Andrômeda capturadas entre 2010 e 2013 no Parque Nacional do Pollino, no sul da Itália.

O Instituto de Astrofísica das Canárias (IAC), na Espanha, informou que foi possível confirmar a descoberta desta galáxia isolada, que está nas proximidades do Grupo Local, por meio do Grande Telescópio Canárias (GTC) e do Telescópio Nazionale Galileo (TNG).

A equipe internacional é liderada pelo espanhol David Martínez Delgado, pesquisador da Universidade de Heidelberg (Alemanha) e primeiro autor do artigo que explica a descoberta e as caraterísticas desta galáxia esferoidal.

Em comunicado, Delgado indica que é de grande interesse para a teoria da formação de galáxias realizar um inventário completo das galáxias anãs nas proximidades do Grupo Local (composto pela Via Láctea e Andrômeda).

A nota acrescenta que as imagens ultraprofundas de áreas extensas do céu capturadas com pequenos telescópios por astrofotógrafos amadores podem ajudar a completar o censo destas galáxias de baixo brilho superficial, até agora desconhecidas, que atualmente não podem ser detectadas com os mapas celestes baseados na contagem de estrelas individuais ou na detecção da emissão do gás hidrogênio neutro.

As observações realizadas com o GTC na ilha espanhola da Palma, revelam que Donatiello I está a 9,78 milhões de anos luz da Terra, além das galáxias espirais que formam Grupo Local.

A posição e distância projetada de Donatiello I são consistentes com a hipótese de que é um satélite anão da galáxia elíptica próxima conhecida como “Fantasma de Mirach”, devido à sua proximidade com a estrela Mirach (a segunda mais brilhante de Andrômeda).

No entanto, Donatiello I também pode ser uma das galáxias anãs esferoidais mais isoladas reportadas até agora, situada por trás de Andrômeda, explica Delgado.

Estes dados, junto aos coletados pelo TNG, também em Palma, indicam que a galáxia anã descoberta é composta, principalmente, por estrelas velhas e que seu conteúdo estelar é similar ao de galáxias companheiras da Via Láctea, como Draco e Ursa Minor.

(FONTE: Site EFE)