Na Conferência do Clima, povos indígenas de várias partes do Brasil mostram ações de conservação e defendem pagamento por serviços ambientais.

  cea1710e9ae779139e18734b7dbafac2_XLPovos indígenas de várias partes do Brasil apresentaram à comunidade internacional a forma como seu modo de vida e suas ações de proteção ambiental contribuem para conter o aquecimento do Planeta. O assunto foi debatido nesta quinta-feira (6) em toda a programação do Espaço Brasil na Conferência do Clima (COP 24), reunião internacional que ocorre até o fim da próxima semana na Polônia.

O pagamento pelos serviços ambientais prestados foi um dos assuntos defendidos pelos representantes dos povos indígenas. “Ajudamos na regulação do clima porque temos um outro jeito de pensar a floresta e a alimentação e de lidar com a natureza”, explicou Francisca Arara, do estado do Acre. “O reconhecimento dessas atividades é necessário e os recursos têm que chegar de forma igualitária para os povos que fazem sua parte”, acrescentou.

Exibido em painel voltado para as mulheres indígenas da Amazônia, o documentário Quenturamostrou exemplos de como os povos que vivem na floresta estão sentindo, na pele, a mudança do clima. Os depoimentos narram como a região foi ficando mais quente com o passar do ano e como as populações locais têm lidado com prejuízos como a perda de plantações e a escassez de alimentos.

Os quilombolas também mostraram como têm feito sua parte na agenda climática, com o exemplo da implementação, em seus territórios, do Cadastro Ambiental Rural (CAR), registro obrigatório para todas as propriedades rurais do país. Além disso, a sociedade civil também alertou para os impactos do aquecimento global em várias regiões brasileiras, com a apresentação do webdocumentário O Amanhã é Hoje.

BRIGADISTAS

O manejo integrado do fogo e o combate às queimadas, feito pelo Centro Nacional de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais (Prevfogo), com auxílio das brigadas indígenas, foram apresentados pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

Ao todo, 2.542 planos de queima prescrita foram executados em todo o Brasil ao longo de 2018. No ano anterior, foram 1.261. Além disso, a prática foi adotada em 21 áreas protegidas do país.

A queima prescrita consiste em usar o fogo, durante os meses chuvosos, para consumir o mato baixo (gramíneas), de forma controlada. Feito isso, quando chega a época de seca, não há material de combustão na área e o risco de incêndios diminui.

Com o objetivo de reduzir a vulnerabilidade aos impactos do aquecimento global, as ações de adaptação à mudança do clima realizadas pelo governo federal foram o tema do Espaço Brasil na COP 24 na quarta-feira (5). Os temas abordados incluíram o Plano Nacional de Adaptação (PNA) e o Programa de Conservação da Linha de Costa (Procosta), focado em medidas para o litoral brasileiro.

fonte: www.mma.gov.br