Trump concede Medalha da Liberdade a Elvis Presley

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, concedeu a Medalha da Liberdade, a maior honraria civil do país, a Elvis Presley, uma das maiores lendas da história da música mundial, que morreu em 1977.

Em cerimônia realizada na Casa Branca, Trump entregou a medalha da liberdade para outras seis pessoas que, segundo ele, contribuíram de forma destacada para a vida e a cultura americana. Entre os premiados estavam George Herman, conhecido como Babe Ruth, um lendário jogador de beisebol do país, e Miriam Adelson, esposa do magnata dos cassinos Sheldon Adelson.

Trump definiu Elvis como o “verdadeiro rei do rock and roll” e elogiou o músico por ser “um dos artistas mais queridos e um dos ícones culturais mais duradouros da história”.

Bastante à vontade na cerimônia, o presidente americano repassou a trajetória de Elvis, lembrando início da vida do cantor no Mississipi até o auge da carreira, com 31 filmes e as 14 indicações para o Grammy, revolucionando a música americana.

“Ele foi profundamente patriótico. Elvis fez parte dos Exército dos EUA no apogeu de sua fama. Ele tinha opção. Mas, para ele, isso não foi uma escolha”, afirmou o presidente americano.

Em 1958, Elvis recebeu uma carta que notificava que ele estava apto para trabalhar no Exército. Em vez de pedir dispensa para continuar com a carreira como músico, ele decidiu deixar os palcos e se alistar como militar.

Jack Soden, presidente da empresa que controla os negócios de Elvis, foi quem recebeu a Medalha da Liberdade do cantor.

A escolha de Elvis para receber a Medalha da Liberdade foi criticada por alguns especialistas do mundo da música, que veem na decisão de Trump uma jogada política para agradar sua base eleitoral, formada essencialmente por brancos de classe média.

Chris Richards, crítico de música do “The Washington Post”, afirmou hoje em uma coluna de opinião que a homenagem a Elvis é um “reconhecimento aos bons velhos tempos, aqueles nos quais os negros visionários podiam inventar o rock and roll, mas só um homem branco poderia tornar-se rei”.

Outros presidentes também foram criticados na concessão da honraria, criada por John F.Kennedy. Barack Obama, por exemplo, homenageou o investidor Warren Buffett, que o ajudou durante a campanha eleitoral em 2008.

FONTE: Agência EFE

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