Bolsonaro critica conduta do STF sobre homofobia e sugere um ministro evangélico

O presidente Jair Bolsonaro (PSL), durante participação na 46ª Convenção Nacional das Assembleias de Deus começou seu discurso agradecendo o apoio que a igreja deu no período de campanha e mencionou sobre a “fama de políticos” serem “mentirosos”, disse também, que foi “debochado” pela imprensa durante sua campanha eleitoral.

“É nossa fama, e a imprensa começou a debochar de mim, dizendo que sem mentir não chegaria à presidência. Nós, mais uma vez mostramos que a imprensa está errada” afirmou.

Bolsonaro ainda disse que outra pessoa em seu lugar “dificilmente” resistiria as pressões. O presidente fez questão de mencionar versículos da bíblia, afirmando que o estado é laico, mas ele é cristão. “Se me permitem plagiar a ministra Damares, eu também sou terrivelmente cristão”, falou.

O presidente questionou a conduta legislativa dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) ao votar a favor da criminalização da homofobia e indagou se não era a hora de haver um ministro evangélico no Tribunal.

“Será que não está na hora de termos um ministro do STF evangélico?”, perguntou o presidente, ao falar para um público da igreja Assembleia de Deus Ministério Madureira. O discurso foi seguido de uma forte salva de palmas, e os presentes chegaram a levantar em aprovação às palavras do presidente.

Rosa Weber, Luiz Fux, Edson Fachin, Alexandre Moraes, Roberto Barroso e o relator, Celso de Mello, já manifestaram voto favorável a criminalização e aproveitaram para criticar a morosidade do Congresso Nacional em criar leis ou alterações das leis para combater a homofobia e a LGBTFobia.

Entre os 11 integrantes da corte máxima brasileira, nove deles se apresentam como católicos cristãos, Luiz Fux é judeu e Roberto Barroso se considera cristão sem dogmas (ele tem o pai católico e a mãe judia).
(Fonte: Sagres)

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