Caiado visita hospitais e busca solução conjunta para garantir atendimento

WhatsApp Image 2019-01-02 at 06.33.53 (1)

Governador esteve no Materno-Infantil e no Hugo, onde recebeu dados alarmantes da situação das unidades de Saúde do Estado

Já no primeiro dia o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (Democratas), visitou os hospitais Materno-Infantil (HMI) e de Urgências de Goiânia (Hugo). Em caráter de urgência, a visita ocorreu por volta das 22 horas desta terça-feira, 1º, após assumir o governador assumir o cargo e prestigiar a posse o presidente Jair Bolsonaro (PSL).

Acompanhado do vice-governador Lincoln Tejota (PROS), do secretário de Saúde, Ismael Alexandrino, e do deputado federal eleito Dr. Zacharias Calil (Democratas), Caiado foi conferir a situação de duas das mais importantes unidades de Saúde do Estado, que têm enfrentado graves problemas administrativos e financeiros.

Na última semana, a organização social que administra o Materno-Infantil chegou a fechar as portas da unidade por falta de insumos básicos e medicamentos, após consecutivos atrasos nos repasses por parte da última gestão.

“A situação é preocupante. Viemos porque o colega Zacharias Calil me informou que o diretor do Materno-Infantil o comunicou que não havia mais como suportar o hospital aberto a partir de amanhã pela falta do básico. O único de referência na área em Goiás, já com incapacidade de absorver novos pacientes, cirurgias canceladas e filas enormes. É um quadro caótico, assistimos vidas de crianças que estão correndo alto risco”, revelou.

Caiado foi recebido pelo diretor-geral do HMI, Márcio Gramosa, e por profissionais que trabalhavam no local. Os dados são, de fato, alarmantes e caso não sejam tomadas medidas imediatas, há o risco de que uma nova suspensão no atendimento aconteça.

O responsável pela unidade classificou a situação como “caótica”, destacando que há médicos com mais de três meses de salário atrasado, dívida imediata de R$ 2 milhões com fornecedores de insumos e o rombo ultrapassa os R$ 65 milhões.

“Dezenas de crianças que dependem de tratamento especial estão sendo colocadas em risco. O momento é de buscar entendimento e de pedir um crédito junto aos colegas e mostrar que temos interesse em resolver, mas não é aceitável fechar as portas. Sei das dificuldades, vamos encará-las e temos que achar uma solução. Não posso admitir que um hospital como esse tenha uma resposta simplista. Isso aqui é prioridade acima de qualquer gasto”, garantiu o governador.

Para resolver o impasse, Caiado e Ismael Alexandrino marcaram uma reunião já para esta quarta-feira, 2, quando discutirão com a OS e fornecedores alternativas para que o atendimento não seja paralisado.

O secretário de Saúde reafirmou o compromisso de solucionar a crise no Materno-Infantil e sinalizou possíveis medidas excepcionais a serem tomadas imediatamente.

“Vamos buscar um entendimento um pouco melhor do que o Estado consegue garantir em relação aos compromissos emergenciais. Há uma dívida grande, que impacta tanto o suprimento do hospital, quanto também o pagamento dos funcionários, então há dois grandes problemas. Buscaremos uma solução conjunta, uma construção em várias mãos, que certamente chegaremos a uma solução”, adiantou.

De acordo com a Secretaria da Saúde, o HMI é referência no atendimento infantil e conta com 167 leitos, sendo 25 de UTI (cinco UTIs maternas, dez pediátricas e dez neonatais); 22 leitos de Ucin (Unidade de Cuidados Intermediários Neonatal), sendo 17 UCcin Convencional e 5 de Ucin Canguru; 122 distribuídos em leitos de internação e observação; e ainda com 30 leitos de retaguarda no Hospital e Maternidade Vila Nova.

Deixe uma resposta

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.