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Astronomia comemora um século de avanços com eventos por todo o mundo

A União Astronômica Internacional (IAU, na sigla em inglês) completa este ano um século de existência e vai comemorar rodeada de astrônomos profissionais e entusiastas em diferentes eventos mundiais para estimular o interesse pela ciência como ferramenta de desenvolvimento.

“Trata-se de comemorar não só os cem anos da organização, mas de ressaltar as descobertas astronômicas e o potencial que tem a astronomia para ajudar na cooperação, no desenvolvimento tecnológico e na diplomacia”, explicou à Agência Efe Jorge Rivero González, coordenador das celebrações na Holanda.

Com mais de mil eventos e atividades registradas em 95 países, a IAU está se preparando para uma comemoração peculiar que durarão um ano inteiro e que mostrarão especialmente a importância da astronomia como ferramenta, e não só como ciência em si mesma.

As comemorações começam no próximo fim de semana, entre 10 e 13 de janeiro, com cem horas consecutivas de astronomia que acontecerão de forma paralela em 75 países, não só com observações estelares mas também com outros 420 eventos diferentes.

Durante quatro dias e três noites, astrônomos profissionais, amadores, entusiastas e público interessado neste tema compartilharão conhecimentos, perguntas, experiências e curiosidades em diferentes unidades, como o Observatório Astronômico de Leiden, na Holanda, mas também em colégios e universidades.

González explicou que todos os projetos para o centenário começaram a ser preparados em 2017, através de uma espécie de “secretariado de coordenação” de eventos na Holanda e reativando a rede de nós em diferentes países para incluí-los nos preparativos e planos.

Comunidades de todo o mundo se registraram para participar deste esforço “conjunto para levar a astronomia ao público”, especialmente com a ajuda do escritório de divulgação montado no Japão, ressaltou o coordenador.

O evento principal da União Astronômica Internacional 1919-2019 está previsto para os dias 11 e 12 de abril, com uma grande festa no Palácio das Academias em Bruxelas, em cerimônia que reunirá centenas de reconhecidos cientistas, funcionários de alto escalão, membros da indústria astronômica, legisladores e jovens pesquisadores.

Participarão, entre outros, o nobel de Químico holandês Ben Feringa, e o de Física, o americano Brian Schmidt, junto com o astronauta japonês Chiaki Mukai (Jaxa) e o americano John Grunsfeld (Nasa), afirmou a IAU em comunicado.

Além disso, as outras atividades programadas para este ano incluem exposições como “Above and Beyond” e programas nas Escolas de Einstein, ou de astronomia e astrofísica, que terão a sua disposição estruturas de apoio criativo para envolver seus estudantes no processo de aprendizagem.

A IAU deu seu apoio a outros 21 projetos especiais em nível nacional e local no mundo todo, que terão objetivos mais específicos, como a igualdade de gênero em Moçambique, a conscientização sobre os céus escuros na Irlanda e na Holanda, e outras ações de divulgação em zonas urbanas e remotas em Brasil, Argentina, Índia e Zâmbia.

A Espanha sediará um show de “rock astronômico”, haverá formação de professores de astronomia em Croácia, Hungria, Malásia, Palestina e Ucrânia, ao mesmo tempo que estão previstas atividades de divulgação com idosos no México e eventos educacionais para comunidades de refugiados no acampamento de Tinduf (Argélia).

Chile e Argentina apostaram em contribuir para um mundo sem barreiras dando às pessoas com incapacidade visual acesso aos eclipses solares e os astrônomos amadores do Irã vão realizar um concurso de astrofotografía.

“A ideia é fomentar um uso inclusivo da astronomia, que se possa usar para o desenvolvimento da sociedade. É uma ciência que pode incluir diferente matérias e pode levar a aplicação do método científico ao pensamento crítico das pessoas”, concluiu González.

(FONTE: Site EFE)

Como a Finlândia fabrica roupa com madeira usada

A Finlândia começou a fazer roupas de madeira. Num baile de gala recente, a primeira-dama usou um vestido feito de bétula, um tipo de árvore.

Não foi uma escolha feita por acaso: ela usou-o para apoiar uma nova tecnologia que pode reduzir o dano ambiental provocado pela indústria da moda.

O vestido escolhido por Jenni Haukio, poeta e mulher do presidente, foi criado por acadêmicos da Universidade Aalto, na Finlândia, usando uma nova tecnologia sustentável chamada Ioncell.

Seus criadores dizem que o processo é mais respeitoso com o meio ambiente do que usar algodão ou fibras sintéticas e aproveita uma madeira que, do contrário, seria desperdiçada.

Tecido ‘suave e bonito’

O processo cria fibras têxteis a partir de materiais como madeira, jornais, papelão e algodão e os converte em vestidos, cachecóis e pastas para laptop.

A professora Pirjo Kaariainen, da Universidade Aalto, está satisfeita com as reações ao vestido.

“Ele foi desenhado por um jovem estudante de moda daqui que quis mostrar seu respeito pela natureza finlandesa e pela tradição do país de ter mulheres fortes”, diz ela.

A docente ressalta que a fibra funciona bem para a fabricação de roupa porque é “suave ao tato, tem um brilho incrível e cai muito bem”.

Há uma demanda crescente para que a indústria da moda reduza urgentemente seus impactos danosos ao meio ambiente.

Moda sustentável

A indústria da moda produz 10% das emissões de carbono globais e usa quase 70 milhões de barris de petróleo a cada ano para fabricar fibras de poliéster que podem levar mais de 200 anos para se decompor.

As microfibras de plástico de roupas sintéticas compreendem uma grande parte dos materiais feitos pelo ser humano que se acumulam nos oceanos.

Os ecologistas pedem aos consumidores que comprem roupa nova com menos frequência, mas mudar o comportamento das pessoas é difícil quando as empresas de moda promovem novas coleções a cada temporada.

Fazer roupas com materiais sustentáveis poderia ser uma alternativa mais realista.

A técnica foi desenvolvida por químicos e engenheiros da universidade, mas a professora Kaariainen ressalta que foi muito importante que estilistas fizessem o vestido para atrair o interesse das pessoas.

“As pessoas querem se vestir de um jeito que as faça sentir bem, então o desenho tem que ser bom”, diz ela.

“Precisamos fazer uma mudança para que os materiais sustentáveis sejam integrados ao sistema e as pessoas possam comprar facilmente roupas bonitas e confortáveis e que não causem danos ambientais.”

Repensando a moda

A primeira dama da Finlândia não foi a primeira usuária famosa de Ioncell. O presidente da França, Emmanuel Macron, levou um cachecol feito de jeans reciclados quando visitou Aalto em agosto passado.

Ana Portela, uma estilista que promove tecidos sustentáveis, diz que se pessoas influentes aderirem a essa nova moda os consumidores vão ter vontade de experimentar.

“Esse vestido não é para todo dia, mas definitivamente cumpriu a missão e é importante que pessoas como a primeira-dama advoguem por opções mais sustentáveis e promovam inovações”, diz ela.

Portela acha que os consumidores devem “liderar a revolução” usando seu poder de compra para incentivar empresas a fazerem coleções sustentáveis.

“Precisamos adotar um enfoque diferente sobre como vemos a moda”, diz ela.

“Isso poderia se traduzir na compra de produtos usados, produtos de origem certificada, uso de fibras naturais mais eficientes, como o cânhamo, na compra de um filtro para a máquina de lavar que evite que as microfibras entrem no sistema de água ou em pressão sobre as empresas para que tenham uma postura melhor.”

A equipe de Aalto espera ter uma linha de produtos feita com a nova fibra até 2020 e quer que essas roupas feitas de bétula façam parte da lista de compras de Natal de 2025.

Fonte: BBC

Organismos encontrados em antigo solo irlandês impedem o crescimento de superbactérias

Pesquisadores analisaram um solo irlandês popular por abrigar propriedades medicinais e descobriram que ele contém uma cepa de bactérias anteriormente desconhecida eficaz contra quatro das seis superbactérias resistentes a antibióticos, incluindo a Staphylococcus aureus resistente à meticilina.

As superbactérias resistentes aos antibióticos podem ser responsáveis por milhões de mortes no mundo todo até 2050, segundo a Organização Mundial da Saúde. A OMS descreve o problema como “uma das maiores ameaças à saúde global, segurança alimentar e desenvolvimento hoje”.

A nova linhagem de bactérias foi encontrada por uma equipe da Universidade de Swansea (Reino Unido), formada por pesquisadores do País de Gales, Brasil, Iraque e Irlanda do Norte.

A cepa foi nomeada Streptomyces sp. myrophorea.

Sabedoria tradicional

O solo analisado fica em Fermanagh, na Irlanda do Norte, em uma região de pastagem alcalina cuja terra tem a reputação de possuir propriedades curativas. Ela foi anteriormente ocupada pelos druidas, cerca de 1500 anos atrás, e por povos neolíticos de 4000 anos atrás.

A busca por antibióticos substitutos para combater a multirresistência levou os pesquisadores a explorar novas fontes, incluindo medicamentos folclóricos: um campo de estudo conhecido como etnofarmacologia.

Um dos membros da equipe de pesquisa, Dr. Gerry Quinn, morou anteriormente no Condado de Fermanagh e tinha conhecimento das tradições de cura da área.

Tradicionalmente, uma pequena quantidade do solo era embrulhada em tecido de algodão e usada para curar diversas doenças, de dor de dente e garganta a infecções no pescoço.

Descoberta importante

As principais descobertas da pesquisa foram que a cepa recém-identificada de Streptomyces inibe o crescimento de quatro dos seis piores agentes patogênicos resistentes a múltiplas drogas, identificados pela OMS como responsáveis por infecções nosocomiais: enterococo resistente à vancomicina; Staphylococcus aureus resistente à meticilina; Klebsiella pneumoniae; e Acinetobacter baumanii.

Além disso, inibe tanto bactérias gram-positivas como gram-negativas, que diferem na estrutura da sua parede celular; geralmente as bactérias gram-negativas são mais resistentes aos antibióticos.

Ainda não está claro qual componente da nova cepa impede o crescimento dos patógenos, mas a equipe já está investigando isso.

“Nossos resultados mostram que folclore e medicamentos tradicionais merecem ser investigados na busca por novos antibióticos. Cientistas, historiadores e arqueólogos podem ter algo para contribuir para essa tarefa. Parece que parte da resposta a este problema muito moderno pode estar na sabedoria do passado”, disse o professor Paul Dyson, da Escola de Medicina da Universidade de Swansea.

Um artigo sobre a pesquisa foi publicado na revista científica.

Fonte: Hypescience

O que a China quer fazer no ‘lado escuro da Lua’

China realizou um feito inédito e pousou pela primeira vez no lado escuro da Lua. Mas o que Pequim pretende fazer nesta região nunca antes explorada? A BBC lista abaixo alguns objetivos da missão Chang’e-4.

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Aprender sobre a história da Lua

Nenhuma missão espacial jamais explorou o lado escuro da Lua. Sendo assim, esta é a primeira oportunidade de conhecer uma região misteriosa do satélite natural da Terra.

O lado da Lua que nunca foi visto do nosso planeta tem algumas diferenças importantes em relação à face visível do satélite, a mais próxima da Terra. O lado oculto tem uma crosta mais grossa, com mais crateras e menos “mares” – planícies escuras de formação basáltica, criadas por fluxos de lava – que são característicos da face lunar que está sempre posicionada de frente para a Terra.

A sonda não-tripulada Chang’e-4 teria pousado em um local conhecido como cratera de Von Kármán, uma depressão de 180 quilômetros localizada no hemisfério sul do lado oculto. A Von Kármán fica, por sua vez, dentro de uma abertura muito maior na superfície lunar, a Bacia do Polo Sul-Aitken.

Esta é considerada a maior, mais profunda e mais antiga bacia da Lua, formada pelo impacto de um asteroide – possivelmente de 500 quilômetros de diâmetro ou até mais – que colidiu com o satélite há bilhões de anos.

O evento foi tão poderoso que se acredita que tenha atravessado a crosta lunar e penetrado na zona conhecida como manto.

Um dos objetivos da missão é estudar qualquer material exposto do manto presente no local da aterrissagem. Isso poderia oferecer pistas sobre a estrutura interna e a história da Lua.

De fato, os dados da espaçonave em órbita mostram que a composição da bacia é diferente das terras altas ao redor. Mas o material do manto exposto na superfície é apenas uma possibilidade entre várias para explicar essa observação.

A sonda, uma espécie de “rover”, vai usar sua câmera panorâmica para identificar locais interessantes e seu Espectrômetro de Imagem Visível e de Infravermelhos Próximos (VNIS, na sigla em inglês) para estudar minerais no solo da cratera (assim como rochas lançadas por colisões próximas no espaço).

Além disso, um radar lunar (LPR, na sigla em inglês) será capaz de espreitar o subsolo da superfície da Lua, até uma profundidade de cerca de 100 metros. O instrumento poderá analisar a espessura do regolito lunar – rochas quebradas e poeira que compõem sua superfície – e lançar luz sobre a estrutura da camada superior da sua crosta.

Após o enorme impacto que deu origem à Bacia do Polo Sul-Aitken, uma grande quantidade de rocha derretida teria preenchido a depressão. A equipe de cientistas quer usar a sonda Chang’e-4 para identificar e estudar variações em sua composição.

Preencher uma lacuna astronômica

O lado escuro da Lua é considerado há muito tempo como um local ideal para a realização de um tipo particular de radioastronomia – por meio de baixas frequências – porque está protegido dos ruídos de rádio vindos da Terra.

Há uma banda de frequência (abaixo de 10MHz) em que as observações da radioastronomia não podem ser feitas do nosso planeta, devido à interferência de sinais de rádio provocada pelo homem e outros fatores naturais.

O módulo da Chang’e-4 está equipado com um instrumento chamado espectrômetro de baixa frequência (LFS, na sigla em inglês) para fazer observações de rádio. Ele será usado em conjunto com um experimento similar no satélite Queqiao, que orbita a Lua.

Os objetivos incluem elaborar um mapa do céu em radiação de baixa frequência e estudar o comportamento do Sol.

“Uma vez que o lado oculto da Lua é protegido da interferência eletromagnética da Terra, é o lugar ideal para pesquisar o ambiente espacial e explosões solares. A sonda pode ‘ouvir’ as profundezas do cosmo”, disse Liu Tongjie, da CNSA, agência espacial chinesa, em 2016.

Assim, a missão preencherá uma lacuna na observação astronômica, permitindo que os cientistas estudem fenômenos cósmicos de uma maneira que nunca foi possível em nosso planeta.

Radiação na Lua

Várias agências espaciais querem levar o homem de novo à Lua em um futuro não muito distante, e pode ser que os astronautas fiquem lá por mais tempo do que antes. Portanto, compreender os possíveis riscos da radiação é vital.

A atmosfera espessa e o forte campo magnético da Terra oferecem uma proteção adequada contra os raios cósmicos galácticos e partículas carregadas emanadas pelo Sol.

Mas os astronautas na Lua estarão fora dessa bolha protetora e expostos a partículas que viajam pelo espaço quase à velocidade da luz – com consequências potencialmente prejudiciais à saúde.

Um experimento para dosimetria de nêutrons, fornecido por pesquisadores na Alemanha, terá como objetivo preencher algumas lacunas no nosso entendimento sobre o ambiente de radiação lunar.

O instrumento vai permitir fazer a dosimetria (medir a dose de radiação ionizante que poderia ser absorvida pelo corpo humano) tendo em vista futuras explorações na Lua e contribuir para aumentar nossa compreensão sobre as partículas provenientes do sol.

fonte: http://www.bbc.com

Entenda o que é tecnologia quântica, novo campo de batalha entre EUA e China

O relatório de 15 páginas recomenda objetivos que o governo de Donald Trump deve perseguir para desenvolver e fortalecer suas capacidades de tecnologia quântica – que, basicamente, consiste em trocar o sistema binário atual da computação tradicional por um sistema baseado em pequenas moléculas, o que permitiria uma ampliação exponencial na forma como se processa informação.

Para discutir as estratégias apresentadas, foram convidados à Casa Branca funcionários do governo e representantes das grandes empresas tecnológicas e financeiras do país, como Alphabet (holding que engloba o Google), IBM, JP Morgan Chase, Lockheed Martin, Honeywell e Northrop Grumman (essas três últimas dedicadas à indústria aeroespacial e de defesa).

Também foi anunciado um investimento de US$ 249 milhões (R$ 966,5 milhões) para levar a cabo 118 projetos vinculados a esse campo científico

Do outro lado do mundo, na China, está em curso um movimento similar: o governo de Pequim está construindo um novo Laboratório Nacional de Ciências da Informação Quântica em Hefei, a um custo de US$ 10 bilhões, que deve ser inaugurado em 2020.

Isso ocorre após o lançamento, há dois anos, do que foi descrito como o primeiro satélite quântico de comunicações, e do anúncio, em 2017, da criação de uma rede de comunicações supostamente “impossível de ser invadida” e à qual só têm acesso 200 usuários: militares, servidores públicos e funcionários de empresas privadas em cargos sênior.

O fato de as duas maiores potências globais estarem competindo no desenvolvimento de tecnologia quântica demonstra a importância desse campo que, para alguns teóricos, é tão poderoso que pode transformar o mundo.

O que é a computação quântica?

Em vez de usar “um” e “zero” em sequências longas, como na computação clássica, um bit quântico – ou qubit – usa as propriedades das partículas subatômicas.

Elétrons ou fótons podem estar, por exemplo, em dois estados ao mesmo tempo – um fenômeno chamado superposição. Como resultado, um computador de qubit pode fazer cálculos muito mais rapidamente que um computador convencional.

“Se você tem um computador de dois qubits e você adiciona dois qubits, terá um computador de quatro qubits, mas não vai dobrar a potência do computador – vai fazer com que cresça exponencialmente”, explicou à BBC Martin Giles, chefe do escritório de San Francisco da publicação MIT Technology Review.

Dessa forma, as tecnologias quânticas prometem uma revolução na forma como se processa a informação, afirma Alejandro Pozas-Kerstjens, pesquisador do Instituto de Ciências Fotônicas de Barcelona, na Espanha, e do Grupo de Teoria da Informação Quântica.

“Toda a informação se codifica em um sistema binário – em zeros e uns -, mas, por volta dos anos 1960, descobriu-se que o lugar onde essa informação é armazenada pode levar a diferenças no que se pode fazer com ela”, diz.

“Ou seja, posso gravar uma informação clássica em um chip de computador, como fazemos atualmente, mas também podemos armanezar esses zeros e uns em outros sistemas menores, a exemplo de átomos únicos ou pequenas moléculas. O comportamento desses átomos e moléculas, por serem tão pequenos, é ditado por outras regras: as do mundo quântico.”

O objetivo da Ciência da Informação Quântica, portanto, é usar essas novas propriedades quânticas para melhorar o processamento e a transmissão da informação, entre outros benefícios.

A promessa é de que a CIC sejam uma revolução na forma como processamos as informações, o que deve abrir milhares de possibilidades em setores como saúde, ciência e sistemas de defesa. É por esses motivos que as nações mais poderosas do mundo têm competido pela dianteira nessa área.

Satélite quântico

A julgar pelos avanços apresentados até agora no campo da tecnologia quântica, talvez a China esteja um passo à frente.

Em 2016, Pequim anunciou que havia lançado o primeiro satélite de comunicações quântico e, um ano depois, declarou que havia conseguido utilizar esse satélite para estabelecer comunicações criptografadas que não poderiam ser decifradas por agentes externos.

“Foram dois experimentos: o primeiro conseguiu uma comunicação quântica com o satélite a partir da Terra e, depois, aproveitou-se esse satélite para realizar comunicação entre dois pontos em terra, com sinal criptografado quanticamente”, explica Pozas-Kerstjens.

Essa capacidade de saber se uma informação foi interceptada ou se chegou corretamente a seu destino não pode ser obtida com as tecnologias tradicionais nem com os métodos de transferência de informação que usamos atualmente.

Os experimentos chineses ainda são, no entanto, projetos-piloto. “Eles provaram que pode ser feito, mas, no momento, não se alcançou a viabilidade para aplicações amplas (em escala) industrial”, diz Pozas-Kerstjens.

‘Santo Graal’

Tampouco se alcançou essa viabilidade no campo da computação quântica. Várias empresas de diversos países estão tentando desenvolvê-la – algo que, por enquanto, está no nível experimental, mas não comercial.

“O computador quântico é, por enquanto, um Santo Graal”, prossegue Pozas-Kerstjens. “É a direção na qual se movem, direta ou indiretamente, todos os esforços no campo da Ciência da Informação Quântica.”

A computação clássica, que trabalha em bits, opera a informação só em dois estados: zero ou um (aceso ou apagado). Já a quântica, por sua vez, trabalha também com a superposição de ambos estados e usa o movimento de partículas subatômicas para processar dados em quantidades impossíveis para a computação clássica.

Embora atualmente essa tecnologia esteja ainda em nível teórico, a expectativa é de que, em algum momento, sejam concluídos os cálculos que farão os computadores tradicionais parecerem obsoletos.

Nos Estados Unidos, empresas como IBM, Google e Microsoft estão desenvolvendo seus próprios computadores quânticos. O mesmo está acontecendo na China, com empresas locais como Alibaba e Baidu.

Mas não é nada fácil construir computadores quânticos: o principal problema é o número de bits quânticos que um computador será capaz de alcançar. Há relatos de que o Google esteja na dianteira, com o desenvolvimento de um processador com potência de qubits.

Além disso, existem obstáculos de manutenção, uma vez que esses futuros computadores exigem temperaturas extremamente baixas para conseguirem operar. O desenvolvimento de computadores quânticos que funcionem a temperatura ambiente é um dos pontos principais das pesquisas em curso.

Revolução

Para Pozas-Kerstjens, a tecnologia quântica tem potencial revolucionário semelhante ao dos primeiros computadores pessoais, por mudar a forma como “fazemos coisas que hoje custam muito caro, como a fabricação de medicamentos ou a otimização de rotas de tráfego para reduzir o gasto com combustíveis”.

“Esse tipo de coisa será um problema solucionável com um computador quântico”, diz ele.

Mas talvez o maior interesse dos governos seja pelo potencial quântico no âmbito da defesa – desde realizar comunicações mais seguras até conseguir deter aeronaves intrusas.

E será que alguém está de fato ganhando essa disputa? Para Pozas-Kerstjens, é uma “corrida de muitas cabeças” competindo bem de perto.

“Talvez possamos dizer que na computação quântica a dianteira seja dos Estados Unidos, mas, no campo das comunicações quânticas, é a China”.

(FONTE: BBC News Brasil)

Sonda da NASA começa a explorar asteroide misterioso

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A sonda espacial norte-americana New Horizons está se aproximando com sucesso do asteróide Ultima Thule 2014 MU69 e começou a implementar seu programa, disse o chefe da missão científica, Alan Stern, nesta quarta-feira (25).

De acordo com cálculos da NASA, a sonda se aproximará ao máximo do asteroide em 1º de janeiro de 2019. Ainda não se sabe a que distância está exatamente a sonda do asteroide, mas os cientistas indicam que o engenho deverá se aproximar dele a uma distância menor que a de Plutão em 2015. Então a New Horizons passou a uma distância de 12,5 mil quilômetros do planeta anão.

Notícia urgente… Acabamos de receber um sinal no Centro de Controle da Missão, a New Horizons começou com sucesso o programa de aproximação e a exploração do Ultima Thule, a 4 bilhões de milhas (mais de 6,4 bilhões de quilômetros) daqui. É isso, pessoal, a aproximação começou! Boa sorte, New Horizons! 

O asteróide 2014 MU69, com um diâmetro com cerca de 32 km, foi descoberto por meio do telescópio orbital Hubble e anunciado em 2014. Segundo a NASA, os pesquisadores sabem muito pouco sobre esse corpo celeste, por isso esperam aprender mais com os dados obtidos durante a aproximação da sonda.

Os cientistas consideram a missão como algo semelhante a “escavações arqueológicas do Sistema Solar” e esperam obter dados sobre como estes corpos celestes se formaram e se têm satélites e anéis.

Desde agosto, a New Horizons vem monitorando o asteroide e tirando fotos dele à medida que se aproxima, para que os especialistas possam corrigir com mais precisão sua trajetória de voo para chegar mais perto.

A NASA informou que hoje a sonda está a uma distância de cerca de 129 milhões de quilômetros de seu alvo e a 6,3 bilhões de quilômetros da Terra. A transmissão do sinal a partir da Terra leva cerca de seis horas.

Depois de se aproximar do asteroide, os cientistas poderão receber sinais da sonda aproximadamente sete horas depois da aproximação. Neste caso, as imagens do corpo celeste serão obtidas mais tarde.

O veículo espacial New Horizons da NASA, lançado em 19 de janeiro de 2006, está agora no Cinturão de Kuiper, a uns 43 UA (uma UA ou Unidade Astronômica é a distância entre a Terra e o Sol, aproximadamente 150 milhões de km) da Terra.

Android tem 10 anos, mas não conseguiu resolver a demora para atualização do sistema

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Existem muitas razões para amar a plataforma Android, mas ainda existe um problema profundamente irritante. Esse problema é tão chato que é motivo para que tudo quanto é tipo de usuário xingue o sistema operacional. O fato é que leva tempo pra caramba para o sistema operacional do Google ser atualizado em aparelhos feitos por companhias como Samsung, OnePlus e Huawei. Então, embora donos de Samsung S9 e One Plus 5 agora possam aproveitar o fato de terem o Android 9 Pie antes do fim do ano (dependendo de onde eles vivem), outros usuários de Android com aparelhos do ano passado devem esperar até o próximo ano. E isso é uma baita chatice!

Até o momento, a liberação do Android 9 Pie tem sido lenta. Quando o Google liberou os números de adoção de versão Android em outubro, quase não havia modelos com o Pie, ainda que o sistema estivesse disponível há dois meses. Isso significa que ou o Pie foi propositalmente excluído ou teve uma taxa de adoção miserável de 0,1% (o mínimo requerido pelo Google para incluir uma fatia no gráfico).

Então, não é nenhuma surpresa a Samsung levar bastante tempo para atualizar. Com muitos aproveitando o fim de ano para descansar, a Samsung começou a liberar a atualização do Android 8 Oreo para o Android 9 Pie para alguns aparelhos Galaxy S9. Até o momento, a atualização está rolando apenas Alemanha, Suíça, Itália, Emirados Árabes Unidos, Holanda e Turquia. O Tech Radar nota que o resto da família S9 deve receber a atualização no próximo mês, mas isso já são cinco meses após o Pie ter sido disponibilizado — a atualização foi lançada em agosto de 2019. Donos de Note 9 terão de esperar até fevereiro de 2019, e proprietários de Note 8 e S8 terão de esperar até março de 2019.

Isso mesmo: quanto mais velho o aparelho, maior a espera. O Android 9 Pie, conhecido anteriormente apenas como Android P, não é exatamente uma grande atualização do sistema operacional, mas inclui recursos legais como Bem-Estar Digital, que ajuda a gerenciar quanto tempo você usa o smartphone, além de trazer um controle melhor de notificações. Estes são bons recursos que qualquer pessoa com um smartphone Pixel pode já aproveitar, e que está disponível desde que o Google liberou o update em agosto.

A grande diferença entre o lançamento do Android Pie e a disponibilidade global do update para o Samsung S9, que foi lançado em março, parece terrivelmente desagradável a este ponto. Mas esta também tem sido a maldição do Android desde o início. O sistema pode ser disponibilizado em agosto, mas a Samsung adiciona uma camada sobre o sistema e leva tempo para atualizar e testar a versão customizada do sistema operacional. Não tem uma forma clara e fácil de tornar isso mais rápido — a não ser a Samsung adotar o Android puro ou, sei lá, contratar mais engenheiros de software.

A Samsung não é a única fabricante com este problema. A Nvidia sofre com a atualização de seu set top box (vendido apenas nos EUA), o Shield, que foi finalmente atualizado para o Android 8 Oreo em junho, quase um ano após o Google ter lançado essa versão. Enquanto isso, o OnePlus 5 e o OnePlus 5T vão receber o Pie até o fim do mês (o 5 foi lançado em junho de 2017, e o 5T, seu sucessor, lançado em novembro de 2017). O sucessor, o OnePlus 6, recebeu o Pie há alguns meses.

É difícil produzir estas atualizações, mas ninguém pode negar que as companhias parecem  palhaças quando comparadas com o Google ou a Apple. O Google consegue atualizar seus dispositivos assim que sai um atualização, pois não precisa fazer modificações, enquanto o ecossistema fechado da Apple permite criar um sistema operacional que funciona perfeitamente em todos os dispositivos criados pela companhia. Assim, Google e Apple conseguem soltar atualizações rapidamente.

É claro, companhias como a Samsung precisam modificar o Android para adicionar seus recursos inovadores, mas putz, é chato saber que leva de seis meses a um ano para receber a atualização depois de ela chegar aos aparelhos Pixel.

fonte: gizmodo.uol.com.br

“Queríamos que ele vivesse para sempre’: Donos de vira-lata famoso na China recorrem à indústria de clonagem

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A China deu um novo passo tecnológico ao clonar um cachorro que já estrelou várias produções de TV e cinema.

Juice, que tem até perfil nas redes sociais, era um vira-lata de rua antes de chegar ao estrelato.

“Queríamos que ele vivesse para sempre”, relata seu dono, He Jun.

Mas Juice foi castrado quando pequeno e, por isso, não podia ter filhos.

A questão foi contornada pela empresa chinesa de clonagem Sinogene.

Por R$ 200 mil, eles criaram um clone a partir de células de sua barriga.

A amostra foi usada para desenvolver um embrião, implantado em um cachorra.

Meses depois, nasceu um ‘pequeno Juice’.

“Acreditamos que ele vá atuar melhor do que Juice. Todos os meus amigos dizem que é o vira-lata mais caro do mundo”, brinca He.

“Por isso, vamos ser muito mais cuidadosos com ele do que com outros cães”, acrescenta.

A Sinogene tem planos de realizar edição de genoma, o que permite modificar clones.

A China tem uma indústria de biotecnologia avançada, mas controversa.

Em novembro, um cientista do país disse que criou bebês humanos geneticamente modificados.

A iniciativa foi criticada pela comunidade científica, além de ser classificada como ilegal e antiética e de não ter sido comprovada cientificamente.

fonte: http://www.bbc.com

Como a Coreia do Norte quer usar alta tecnologia para ampliar poder e reestruturar economia

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Como sempre, é difícil verificar essas afirmações e dimensionar as reais limitações tecnológicas de um país fechado e sob sanções internacionais, mas é significativo notar a importância que o país tem dado à tecnologia. A ênfase nesse setor reflete o desejo da Coreia do Norte de desenvolver tecnologia para melhorar sua economia – um objetivo-chave para o líder supremo Kim Jong-un.

Em meses recentes, a mídia estatal tem celebrado publicamente várias conquistas em tecnologias avançadas, inclusive um sistema de casa inteligente.

Domínio tecnológico

Um dos últimos projetos tecnológicos é um novo serviço de wi-fi chamado Mirae, que permite aparelhos móveis acessarem a rede de internet estatal na capital, Pyongyang.

O serviço foi exibido no canal estatal Korean Central Television no dia 8 de novembro.

O site americano de monitoramento da Coreia do Norte, 38North, notou que essa foi a primeira vez que um serviço de wi-fi “outdoor” foi mencionado na mídia norte-coreana.

Outro aparelho exibido na ocasião foi um sistema de casa inteligente, por meio de voz, que opera aparelhos eletrônicos como ventiladores, ar-condicionado, televisores e luminárias.

O sistema foi desenvolvido pela Universidade Kim Il-sung, que parece estar à frente dos esforços do país nesse segmento.

DPRK Today, um site de propaganda, divulgou no dia 21 de novembro que pesquisadores da universidade haviam desenvolvido diversos sistemas de inteligência artificial, inclusive um programa de reconhecimento de língua coreana.

Um artigo publicado no jornal do Partido dos Trabalhadores da Coreia do Norte, o Rodong Sinmun, diz que o Instituto de Tecnologia da universidade está “com uma ardente ambição de supremacia na área de inteligência artificial… E quer contribuir para o desenvolvimento da indústria de tecnologia de inteligência artificial no país”.

Martyn Williams, do blog North Korea Tech, disse à BBC que os serviços citados na mídia norte-coreana “são reais e aparentam estar sendo usados pelas pessoas em Pyongyang, ao menos”.

“A Coreia do Norte tem, sim, engenheiros de software e sistema talentosos, então os aparatos destacados nos relatórios devem ser reais.”

‘Quarta Revolução Industrial’

A força motriz por trás dos investimentos de tecnologia parece, segundo os relatos internos na Coreia do Norte, estar reestruturando a economia e impulsionando o “poder nacional”.

Durante uma reunião do partido em abril, Kim Jong-un disse que ciência e educação deveriam servir como “base de construção estatal e como um importante índice de força nacional”.

Como parte de esforços para criar uma comunidade científica, a Coreia do Norte ofereceu incentivos a cientistas e engenheiros em forma de apartamentos exuberantes e outros privilégios.

Em uma medida incomum, o jornal Rodong Sinmun trouxe publicado um artigo no dia 29 de outubro por Ri Ki-song, um professor do Instituto de Economia na Academia de Ciências Sociais, em que ele dizia que a economia norte-coreana deveria mudar para uma economia baseada em conhecimento e desenvolvimento de tecnologia, nanotecnologia, biotecnologia e outras tecnologias de ponta de maneira globalmente competitiva.

Um “artigo especial” no mesmo jornal no dia 8 de dezembro disse que a economia norte-coreana está “se desenvolvendo uma direção mais inovadora que nunca” e vai “priorizar o desenvolvimento de ciência e tecnologia”.

Mas o país tem essa capacidade?

A Coreia do Norte está a caminho de virar uma poderosa nação de inovação?

Diferentemente da Coreia do Sul, o país vizinho não é conhecido por seus avanços tecnológicos, então é preciso algum grau de ceticismo.

“A Coreia do Norte não tem muita força em sua manufatura avançada, então os telefones e computadores que são propagandeados como nacionais normalmente são chineses”, diz William, do blog North Korea Tech.

Em maio de 2018, Trend Micro, uma empresa antivírus do Japão, disse que norte-coreanos haviam copiado ilegalmente sua propriedade intelectual ou código-fonte de um antivírus.

No ano passado, a mídia norte-coreana usou a marca “iPad”, da Apple, para nomear um tablet desenvolvimento localmente.

“De cópias diretas a imitações mais soltas, até o uso flagrante de marcas famosas internacionalmente como ‘iPad’, a tecnologia norte-coreana é cheia de exemplos de duplicações de produtos feitos no exterior”, escreveu o site NK News em 2017.

As limitações que a Coreia do Norte tem na tecnologia vão além.

Um relatório divulgado pelo Korea Development Bank em 2017 mencionou que a inteligência artificial da Coreia do Norte vai “dar de cara com a parede por causa de recursos financeiros, sua situação econômica e sanções internacionais”.

Mesmo que essas sanções sejam derrubadas, de acordo com Martyn Williams, alguns países e empresas ainda podem querer evitar negócios com a Coreia do Norte porque pode afetar negativamente sua imagem.

Mas ele diz acreditar que grandes investimentos de empresas sul-coreanas são possíveis com “encorajamento governamental”.

Um grupo de autoridades norte-coreanas seniores visitou o Pangyo Techno Valley, um hub de tecnologia na Coreia do Sul, em novembro, para aprender sobre carros autônomos, impressão 3D, inteligência artificial e tecnologia de games.

Outro obstáculo pode ser a “paranoia” da Norte Coreia com informações que podem vazar com novas tecnologias.

“A maior esperança do governo norte-coreano é uma abertura gradual que satisfaça a sede das pessoas por informação e melhor qualidade de vida ao mesmo tempo em que controle do país. É um equilíbrio difícil”, afirma Williams, do North Korea Tech.

fonte: http://www.bbc.com

Mais buscado no Natal, iPhone 8 Plus tem preço em queda no Brasil

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Lançado em outubro do ano passado, o iPhone 8 Plus foi um dos celulares mais buscados por brasileiros no Google neste período de Natal, com crescimento de 19% na comparação com a época natalina de 2017.

Quando lançado, o modelo custava R$ 4.599, mas agora já pode ser comprado à vista em lojas online por R$ 3.900.

Resistente à àgua, o iPhone 8 Plus grava vídeos em 4K ou em Full HD. Tem ótima câmera e, na traseira, um dispositivo capaz de identificar a profundidade de campo para deixar as fotos com efeito de desfoque

fonte: http://www.noticiasaominuto.com.br