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Estação chuvosa aumenta o risco de aparecimento de escorpiões

Na última semana, um ninho de escorpiões foi encontrado nas tubulações de um prédio na 209 Sul, em Brasília. Eram pelo menos cinco aracnídeos adultos e mais de 20 filhotes dentro de caixas de telefonia espalhadas pela região.

Mas a orientação da Vigilância Sanitária não é essa. De acordo com o técnico de vigilância ambiental, Luiz Gonzaga Silva, o ideal é não tentar tocar nos escorpiões.

“A pessoa só sofre acidente com escorpião no contato direto. Ele é um animal que não é agressivo, só quando a pessoa encosta nele é que ele pica. Todos os acidentes acontecem com objetos pessoas, como calçados, roupas, toalhas. Ou seja, na hora de pegar esses objetos”, esclarece o técnico.

 

O uso de inseticida comum, aplicado sobre o escorpião, é capaz de matá-lo. Luiz Gonzaga também orienta como evitar que os escorpiões entrem em casa.

“O escorpião não anda durante o dia exposto ao sol. Ele só anda à noite. Então para sair desse habitat dele que é a tubulação, é preciso que tenha danos nas caixas, caixas mal vedadas, para que ele possa sair à noite, mas mesmo assim antes de amanhecer o dia ele teria que se esconder embaixo de qualquer coisa que o pretege-se do sol”, acrescenta o especialista.

 

A espécie de escorpião encontrada na Asa Sul é a mais comum no Distrito Federal e vive especificamente na zona urbana. O habitat natural dele é em locais úmidos e quentes, como esgotos e tubulações. Esse aracnídeo costuma se alimentar de baratas e gafanhotos, insetos encontrados facilmente nestes ambientes.

Apesar das picadas dos escorpiões poderem levar à morte, eles não são agressivos. Geralmente, só atacam quando se sentem ameaçados. Por isso, fica o alerta: tentar capturar escorpiões pode colocar a sua vida em risco.

FONTE: Agência Brasil

Novo Código Florestal pode aumentar o desmatamento na Amazônia

Um estudo apoiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do estado de São Paulo afirma que até 15 milhões de hectares de Floresta Amazônica podem perder a proteção legal por causa do novo Código Florestal. A área estimada é aproximadamente do tamanho do estado do Ceará.

O artigo, publicado nesta semana em uma revista científica estrangeira, é escrito por pesquisadores brasileiros e suecos. O estudo considera o novo Código Florestal, aprovado em 2012, para fazer a estimativa.

Se o estado tiver mais de 65% dos territórios protegidos por unidades de conservação ou demarcações indígenas, os proprietários privados passam a poder desmatar até 50% das terras. Esse percentual antes era de 20%.

Pelos cálculos dos pesquisadores, se o artigo for implementado, de 7 a 15 milhões de hectares ficam desprotegidos e podem ser desmatados legalmente. A estimativa varia porque existem terras públicas ainda sem destinação específica. Caso essas áreas sejam protegidas, elas permitirão um maior desmatamento de terras privadas.

O pesquisador da USP, Gerd Sparovek, opina que a nova lei cria uma condição contraditória. Ao criar unidades de conservação, permite-se a expansão do desmatamento.

FONTE: Agência Brasil

Desmatamento ameaça áreas protegidas da Bacia do Rio Xingu

De janeiro a setembro deste ano, uma área superior a 100 mil campos de futebol, cerca de 100 mil hectares de floresta foram destruídos na Bacia do Rio Xingu, segundo o Sistema de Indicação por Radar de Desmatamento (Sirad X), monitoramento mensal feito pelo Instituto Socioambiental (ISA) com base nas informações do satélite Sentinel-1. Apenas em setembro, 4.410 hectares de floresta foram derrubados. Uma das áreas de maior biodiversidade do mundo, a Bacia do Rio Xingu engloba 21 Terras Indígenas e dez Unidades de Conservação (UCs) entre os estados do Pará e Mato Grosso e abrange 21 municípios.

Nas áreas protegidas, mais de 32 mil hectares foram desmatados de janeiro a setembro. Na Terra do Meio, foram desmatados 25 mil hectares no período, dentro dos 8,5 milhões de hectares de extensão. O Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal por Satélite (Prodes), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), aponta 6.947 quilômetros quadrados de corte raso de agosto de 2016 a julho de 2017.

“A pressão por novas áreas para a expansão agropecuária, grilagem de terras, retirada ilegal de madeira e a expansão do garimpo são os principais fatores de derrubada da floresta”, aponta Juan Doblas, especialista em geoprocessamento do ISA.

O município de Altamira (PA) lidera o ranking desde junho de 2018, com uma área de aproximadamente 1.600 hectares de floresta derrubada em setembro. “O desmatamento registrado nos distritos mais afastados da sede municipal – entorno da Vila Canopus, no interior da Terra do Meio –  é o grande responsável por esses números”, diz o boletim do ISA.

Plano de vigilância

Na TI Cachoeira Seca do Iriri, estão previstas a construção de duas bases de vigilância – Base Operativa Cachoeira Seca e o Posto de Vigilância Rio das Pedras – nas proximidades da rodovia BR-230 para evitar o desmatamento e como uma das condicionantes estipulada em 2009 para instalação da Usina Hidrelétrica de Belo Monte.

Passados oito anos da instalação da usina, as bases não foram construídas. O mesmo ocorre com a Terra Indígena Ituna/Itatá, localizada a menos de 70 quilômetros do sítio Pimental, principal canteiro de obras de Belo Monte, e onde vivem índios isolados, que sofrem com o aumento do desmatamento desde 2011, ano em que a região ficou entre as mais desmatadas. De três hectares desmatados em maio, o número pulou para 880 hectares em agosto e caiu para 365 hectares em setembro, totalizando 2.228 hectares de floresta destruídos este ano.

Em 2011, a Funai concluiu o Plano Emergencial de Proteção às Terras Indígenas do Médio Xingu sob Influência da Usina Hidrelétrica de Belo Monte e sua implementação foi incluída como condicionante da licença de instalação naquele ano.

Segundo o Ministério Público Federal (MPF) no Pará, a concessionária Norte Energia, responsável pela construção e operação da usina, não cumpriu a obrigação, mas obteve a licença de instalação naquele ano “com as imensas áreas de floresta vulneráveis, sem qualquer sinalização de início da construção das bases”.

Extração ilegal e fraudes

A extração ilegal de madeira em áreas protegidas é um dos principais crimes combatidos na região pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais (Ibama), que conta com equipes sediadas em Altamira e Santarém.

“A gente tem feito ação rotineira na região buscando impedir isso. A despeito disso você vai encontrar por ali caminhão rodando com toras de forma irregular no meio de uma rodovia federal, que é a Transamazônica. O que acontece infelizmente nessa questão? O Ibama atua, a gente consegue identificar as pessoas, a gente multa as pessoas, leva para delegacia, só que o crime ambiental não deixa ninguém preso”, afirma Rodrigo Cabral, coordenador de operações do Ibama.

Cabral ressalta que a exploração ilegal de madeira abre caminho para o desmatamento das áreas. “Dificilmente alguém desmata uma área sem antes retirar dessa área as árvores de maior valor econômico. Essa exploração ilegal, cujas árvores são roubadas de vários locais e levadas para as serrarias, é um prelúdio do que acontece”, afirma.

Segundo o Ibama, cada metro cúbico de ipê em tora extraído legalmente por meio de planos de manejo é vendido por cerca de R$ 850. Após serrado e beneficiado, o metro cúbico da espécie é exportado por até R$ 9,5 mil, valor que pode variar de acordo com a cotação do dólar.

Nos últimos três anos, o ipê representou 38,7% do volume de madeira exportado para os Estados Unidos e para Europa e 56% das exportações de produtos florestais, segundo dados do Sistema do Documento de Origem Florestal (DOF).

No entanto, o Ibama alerta para fraudes nos planos de manejo, quando empresas de fachada negociam madeira ilegal e sonegação fiscal. Segundo o instituto, são apresentados planos de manejo com estimativa superestimada para o volume de madeira disponível para corte dentro de uma determinada área, ou, por exemplo, adição de árvores de alto valor comercial, como o ipê, ao inventário florestal. Com essa estimativa, os responsáveis pelos planos de manejo conseguem créditos para extração e transporte da madeira emitidos por órgãos estaduais. Os créditos são utilizados para “esquentar” a contabilidade de serrarias que processam árvores ilegalmente extraídas de florestas em terras indígenas, áreas protegidas ou terras públicas.

“A partir do momento que eu tenho crédito em excesso rodando no mercado, eu tenho crédito para acobertar a madeira retirada. Eu tenho uma determinada serraria que compra só crédito numa área de um plano de manejo florestal, que já comprou crédito de ipê, mas aquilo vem só no papel. Então, a serraria compra ipê real de pessoas que roubaram essa madeira de dentro de terra indígena ou unidade de conservação”, explica o coordenador de operações do Ibama. Cada metro cúbico de crédito é comercializado ilicitamente por até R$ 800.

Um levantamento feito pelo Greenpeace Brasil sobre 586 planos de manejo florestais do Pará, no período de 2013-2017, aponta que 76,68% dos inventários para exploração de ipê no estado apresentam densidade (quantidade de metro cúbico por hectare) superior aos prováveis níveis máximos naturais na comparação com pesquisas anteriores e inventários de cinco florestas nacionais no estado.

A ONG analisou todas as Autorizações para Exploração Florestal (Autef), de 2016 a 2019, para Unidades de Produção Anual (UPAs), que continham espécies de ipê autorizadas pela Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas) do Pará. A fraude foi constatada em uma série de vistorias feitas por agentes do Ibama, conjuntamente com o Greenpeace e engenheiros florestais da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da Universidade de São Paulo.

“Esses planos de manejo foram colocados como alvo das nossas operações e a gente foi em campo fazer essas análises e constatamos que realmente havia fraude na quantidade de madeira que existiria ali naquele local a ser retirado”, afirma Cabral.

Um relatório publicado em março deste ano pelo Greenpeace Brasil, com base nessas ações, aponta que a descentralização e a falta de integração dos sistemas de controle e licenciamento florestal dos principais produtores de madeira na Amazônia – Mato Grosso e Pará – dificultam o combate à fraude. A publicação aponta também que há relutância do mercado madeireiro em adotar medidas próprias dentro da cadeia de fornecimento para evitar o desmatamento ilegal.

“O presente relatório fornece evidências de que um processo fraco de licenciamento e uma exploração madeireira indiscriminada e ilegal de ipê estão causando danos à floresta e seus habitantes. Alguns dos efeitos desse crime ambiental já são visíveis, incluindo uma invasão mais profunda das estradas ilegais e a crescente degradação da floresta”, aponta o documento.

Na última semana, o Ibama identificou 22 pessoas envolvidas na exploração ilegal de ipê nas terras indígenas Aripuanã, Roosevelt e Parque do Aripuanã, no noroeste do Mato Grosso, em operação conjunta com a Fundação Nacional do Índio (Funai) e a Gerência de Operações Especiais (GOE) da Polícia Civil.

Segundo o Ibama, nas terras fiscalizadas, o metro cúbico do ipê extraído ilegalmente era negociado por menos de R$ 50 e foram encontrados mais de 2,5 mil metros cúbicos de madeira em toras, equivalentes ao carregamento de 150 caminhões.

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FOTO: Vinícius Mendonça/Ibama/Direitos reservados

FONTE: Agência Brasil

Ibama realiza operação conjunta com o MPE para proteção da Mata Atlântica no PR

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O Ibama apreendeu equipamentos e aplicou R$ 4,45 milhões em multas durante operação de combate ao desmatamento na Mata Atlântica realizada nas últimas duas semanas em conjunto com o Ministério Público do Paraná.

Uma cooperativa foi autuada por adquirir e comercializar 1,18 mil toneladas de soja produzidas em área de 330 hectares que havia sido embargada pelo Instituto por desmatamento ilegal.

Agentes ambientais apreenderam três tratores, um caminhão, uma motosserra e 61,83 m³ de toras da espécie ameaçada de extinção Araucaria angustifolia. Os equipamentos e a madeira estão sob guarda das prefeituras de Palmas (PR) e Gurapuava (PR).

Além das infrações referentes ao descumprimento de embargo, foram identificados outros ilícitos ambientais durante as ações, como desmatamento de vegetação nativa, drenagem de áreas úmidas, armazenamento e transporte irregular de madeira.

O coordenador da operação, Fernando Nunes, destaca que empresas e cooperativas devem verificar a origem dos produtos adquiridos na lista pública de embargos ambientais, disponível para consulta no site do Ibama, que aponta as áreas proibidas para produção. O art. 54 do Decreto 6.514/2008 define como ilícito ambiental o comércio de produtos rurais procedentes dessas áreas.

O cumprimento dos embargos é fundamental para a recuperação de áreas desmatadas ilegalmente.

Os relatórios de fiscalização da operação serão encaminhados ao Ministério Público para responsabilização dos infratores na área criminal e cobrança de reparação dos danos ambientais.

(FONTE: Site Ibama)

Açaí da mata atlântica tem ajudado a preservar árvore ameaçada de extinção

As sementes do açaí extraído da árvore Juçara são boas para replantar e voltar para a natureza

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O pós-doutorando da Universidade de Exeter, na Inglaterra, Saulo Sousa falou ao Brasil Rural sobre a cultura do açaí na Mata Atlântica. Segundo ele, existe no Brasil uma variedade de 6 espécies de açaí e, embora a planta seja característica do bioma amazônico, uma dessas espécies é original da região da mata atlântica. “É a palmeira Juçara, que tem os frutos muito semelhantes com os do açaí amazônico”, esclarece

Saulo explica, ainda, que a partir da palmeira Juçara é possível explorar também o palmito. E que esse tipo de exploração tornou a espécie ameaçada de extinção, já que para esta finalidade é preciso abater a árvore. Coisa que não acontece no cultivo do açaí. “Primeiro a gente passa alguns bons anos colhendo frutos até uma determinada idade da palmeira. Quando ela já está velha, você pode cortar e consumir o palmito”.  

Para Saulo, o manejo para a produção do fruto na amazônia é uma oportunidade da palmeira se recuperar. “Assim que a gente faz a polpa dos frutos, essas sementes que sobram do processo são boas pra replantar e pra voltar pra floresta pra nascer novas palmeiras e isso tem acontecido em diversas regiões do país”.

(FONTE: Site EBC)

Deslizamento em morro do Rio de Janeiro deixa mortos e feridos

Na madrugada do último sábado, 10, ocorreu um deslizamento de terra e pedras no Morro da Boa Esperança, em Niterói, região metropolitana do Rio de Janeiro. Ao todo, 11 pessoas foram resgatadas com vida, das quais uma morreu no hospital, e 14 corpos foram encontrados já sem vida.

Segundo relatos, o acidente se deu por volta das 4 horas da manhã., porém, o Corpo de Bombeiros foi acionado às 5h08, segundo a assessoria de imprensa do órgão. No total, 80 homens atuaram no resgate dos feridos. Moradores do local se juntaram às equipes para ajudar, voluntariamente, no trabalho de resgate. Os sobreviventes encontrados durante as buscas, foram encaminhados para hospitais da região.

De acordo com um levantamento feito por um professor da Universidade Federal Fluminense, em 2009, existia um médio risco de deslizamento na região. O estudo feito a pedido do Ministério das Cidades e da Prefeitura de Niterói, mostra que todos os morros da cidade precisavam de monitoramento constante por causa da possibilidade de deslizamento e das construções irregulares na área. Segundo informações, algumas das casas atingidas pelo deslizamento já estavam interditadas pela Defesa Civil há cerca de um ano, mas seus donos se recusavam a deixá-las.

Apesar dos laudos, o prefeito de Niterói, Rodrigo Neves (PDT), negou que houvesse casas interditadas e descreveu o acidente como uma fatalidade. Segundo ele, o Morro da Boa Esperança não é uma área de alto risco.

A Prefeitura agora vai indenizar as 22 famílias que ficaram desalojadas com unidades habitacionais no bairro do Fonseca. As casas já estão em construção e a previsão é de que sejam entregues às vítimas no dia 20 de dezembro. Enquanto isso, o município trabalha na elaboração do projeto de lei para incluir essas famílias no pagamento do aluguel social. O projeto será enviado à Câmara dos Vereadores em regime de urgência.

 

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FOTO: Reprodução/TV Globo

Implantação do Disque Mau Cheiro é aprovada pela Comissão Mista

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A Comissão Mista da Câmara Municipal de Goiânia aprovou, em sessão extraordinária, nesta segunda-feira (12), alteração no Regimento Interno, determinando à Comissão de Meio Ambiente o acompanhamento, monitoramento, fiscalização permanente e implantação do Disque Mau Cheiro, visando combater as emissões de substâncias odoríferas acima dos limites definidos em lei. O projeto, de autoria do vereador Cabo Senna (PRP), estabelece que o Disque Mau Cheiro funcionará para receber e encaminhar denúncias, sugestões e reivindicações dos cidadãos, por meio telefônico ou aplicativo de textos, fotos e vídeos.

De acordo com Cabo Senna, a ideia surgiu a partir dos trabalhos realizados este ano pela Comissão Especial de Inquérito (CEI) do Mau Cheiro, que identificou a necessidade de acompanhamento permanente do caso, que há mais de 15 anos vem atormentando os moradores da região norte de Goiânia. 

(FONTE: Câmara Municipal de Goiânia)

Vereador denuncia ocupação irregular às margens do córrego Capim Puba

O vereador Anderson Sales-Bokão (DC), usou a tribuna, nesta quinta-feira (08), para denunciar a ocupação irregular e a falta de fiscalização às margens do córrego Capim Puba.

De acordo com o vereador, invasores estão construindo dentro da área de preservação permanente, o que prejudica as nascentes, além de ser um risco, pois podem ocorrer desmoronamentos, principalmente na época das chuvas.

Anderson encaminhou um requerimento à Agência Municipal do Meio Ambiente (AMMA), solicitando providências e rapidez nas informações que estão sendo aguardadas pelo Ministério Público, para conclusão da ação que vai requerer a desocupação das áreas de risco às margens do córrego Capim Puba.

(FONTE: Câmara Municipal de Goiânia)

Bagaço da cana-de-açúcar: um potencial na geração de energia elétrica do país

80% do consumo energético residencial do Brasil poderia ser suprido pela bioeletricidade

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Brasil Rural entrevista o pesquisador do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), Marcos Djun Barbosa Watanabe. Ele falou do projeto SUCRE (Sugarcane Renewable Electricity) sobre a bioeletricidade gerada a partir da palha e do bagaço de cana-de-açúcar.

O Projeto SUCRE, desenvolvido pelo CTBE – Laboratório Nacional de Ciência e Tecnologia do Bioetanol –  tem como objetivo principal aumentar a produção de eletricidade com baixa emissão de gases de efeito estufa na indústria de cana-de-açúcar, por meio da palha gerada durante a colheita da cultura. 

“O benefício ambiental dessa fonte (biomassa) é ainda maior. O que acontece é que dentro das avaliações que a gente faz no projeto, a gente compara muito a eletricidade gerada a partir da biomassa de cana com fontes que são um pouco mais poluentes, que são fontes fósseis, por exemplo, a eletricidade que é produzida a partir do gás natural. Quando a gente compara a eletricidade de biomassa com a do gás natural, os estudos que a gente tem feito mostram que a redução na emissão de gases de efeito estufa pode ser até 8 vezes menor”, esclarece Marcos Djun.

O pesquisador explica que a geração de energia começa após a cana passar pelo processo de esmagamento e que a sobra vai para fornalha gerando energia elétrica. Esse processo vem desde a década de 70. Ele acrescenta ainda que cálculos do projeto indicam um potencial de geração de energia elétrica na casa do 100 TWh, cinco vezes do que já é produzido, do que é exportado pra rede elétrica e que poderiam suprir 80% de todo consumo de energia do país.

(FONTE: EBC)