“Cortar recursos da ciência é permitir que o futuro de crianças pobres, como eu fui, fique para trás”

Centenas de estudantes marcharam pela Avenida Paulista, na tarde da última quarta-feira, contra a asfixia financeira gerada nas universidades públicas pelo corte de recursos anunciado pelo presidente Jair Bolsonaro. Andavam devagar, dispostos a parar e conversar com as pessoas que passavam na rua sobre suas pesquisas —e o impacto prático que elas podem ter na sociedade, mesmo que não seja a tão curto prazo. Tentavam sensibilizar a população sobre os graves efeitos dos cortes orçamentários, que devem afetar desde o pagamento de água e energia nas instituições até mesmo programas de assistência a estudantes pobres.

Neste mesmo dia em que buscavam nas ruas apoio popular para o investimento em ciência no Brasil, foram surpreendidos por uma nova informação que coloca as pesquisas do país na berlinda:  o Governo Bolsonarobloqueou de forma generalizada bolsas de mestrado e doutorado oferecidas pela Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior). O corte atinge não só as ciências humanas —área que o ministro da Educação, Abraham Weintraub, já afirmou não ser prioritária em sua gestão—, mas também as de ciências. Diante dos cortes que consideram graves, estudantes de diferentes cursos mostram suas caras e abrem suas histórias ao EL PAÍS, encampando uma luta para reverter decisões que podem não apenas afetar o futuro profissional deles, mas a produção de conhecimento no país.

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