A Polícia Federal realizou, na manhã desta quinta-feira, 8, a operação Furna da Onça que investiga o que o Ministério Público Federal chama de “mensalinho” da Alerj. Segundo o superintendente da PF, Ricardo Saadi, o esquema de compra e venda de votos na Assembleia Legislativa do Rio movimentou ao menos R$ 54 milhões.

No total foram 47 mandados de busca e apreensão e 22 de prisão, 10 deles contra deputados estaduais do Rio de Janeiro. De acordo com a PF, o objetivo da ação é investigar a participação dos parlamentares em esquema de corrupção, lavagem de dinheiro e loteamento de cargos públicos e mão de obra terceirizada em órgãos da administração estadual.

Esta investigação faz parte da segunda fase da operação Cadeia Velha, deflagrada em novembro de 2017. Na ocasião foram presos, o presidente da Alerj, Jorge Picciani, e os deputados estaduais Edson Albertassi e Paulo Melo, todos do MDB.

Os outros sete deputados estaduais alvos da operação são: André Corrêa (DEM), Chiquinho da Mangueira (PSC), Coronel Jairo (SD), Luiz Martins (PDT), Marcelo Simão (PP), Marcos Abrahão (Avante) e Marcos Vinícius Neskau (PTB). Também foram expedidos mandados de prisão contra o secretário estadual de Governo, Affonso Monnerat, apontado como o canal entre Alerj e Palácio Guanabara. Estão foragidos o presidente do Detran, Leonardo Jacob, e seu antecessor, Vinícius Farah(MDB-RJ).

Dos parlamentares alvos da operação, todos disputaram um novo mandato na última eleição, com exceção dos três que já estavam presos. Desses, cinco foram reeleitos.

No total, 200 policiais federais, 35 membros do MPF e 10 auditores da Receita Federal cumprem mandados. A operação foi autorizada pelo Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2).

Foto: Fernanda Rouvenat/G1