Empresários têm passaportes retidos até quitar dívida

          13Dois empresários tiveram seus passaportes retidos pela Justiça até que paguem uma dívida trabalhista com uma ex-funcionária. A sentença foi assinada pelo Juiz Luciano Santana Crispim, da 13ª Vara do Trabalho de Goiânia.

A ação é movida pelo advogado Pedro Rafael Meireles, representando uma biomédica que trabalhava na Lux Laser Centro de Estética e Beleza, quando a empresa deixou de pagar o salário e recolher o FGTS de todas as funcionárias, bem como aplicou golpe em diversas clientes. O valor da ação é de R$ 29.534,42 e os sócios Natalia Alcântara Moura Alves e Rogerio Antônio Filho já perderam a ação impetrada pela ex-funcionária.

Conforme decisão do juiz, a apreensão dos passaportes se deu por conta do desinteresse dos executados em quitar o débito, não tendo sequer comparecido na audiência de tentativa de conciliação. A medida coercitiva visa pressionar a quitação da dívida trabalhista e só serão devolvidos após o pagamento da presente dívida.

A clínica gerou escândalo em 2017, quando clientes acusaram a empresa de aplicar golpe em pacotes de depilação. Mais de 50 mulheres procuraram o Procon e denunciaram que pagaram, mas não conseguiram fazer as sessões. Uma delas chegou a repassar R$ 1,3 mil pelo serviço.

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