Futuro da guerra: robôs poderão decidir o momento para atacar

Os drones e robôs militares estão sendo projetados para substituir não só veículos usados nos campos de batalha, mas também soldados e seus superiores. A evolução da tecnologia permitirá equipamentos capazes de identificar um alvo e decidir quando apertar o gatilho. 

Até hoje, todas as decisões em um conflito armado sempre foram tomadas por um humano, mas isso pode estar prestes a mudar. A inteligência artificial, a evolução dos sensores e os novos softwares permitirão que não seja necessário um militar no comando. Um dos pontos polêmicos do uso da tecnologia em guerras é sobre quando delegar a decisão a uma máquina para tirar a vida de uma pessoa. Os apoiadores dessa revolução apostam que esse tipo de automação irá diminuir erros.

“Um robô operando com milisegundos e olhando para dados que você não consegue obter irá dizer o momento exato para o uso de uma arma e limitar os danos colaterais”, disse Tony Cerri, ex-membro do Comando de Treinamento e Doutrina do Exército dos EUA. 

As potências militares EUA, Rússia e China trabalham em projetos que buscam desenvolver máquinas mais eficiente e menos dependentes de um comando. O Reino Unido e Israel já utilizam alguns equipamentos que conseguem atacar alvos com certa autonomia.

Neste mês, a ONU (Organização das Nações Unidas) deve publicar um relatório sobre o futuro dos conflitos e o uso de robôs. O Observatório dos Direitos Humanos lançou a campanha “Stop Killer Robots”, em 2013, para manter humanos responsáveis por decisões letais em uma guerra.

Vale do Silício pela paz

Em 2015, Steve Wozniak e Elon Musk, juntamente com o físico britânico Stephen Hawking e mais de 1.000 pesquisadores de robótica e inteligência artificial, assinaram uma carta aberta avisando que “armas autônomas se tornarão as Kalashnikovs” do futuro. Segundo o documento, os robôs seriam “ideais para tarefas como assassinatos, desestabilizando nações, subjugando populações e matando seletivamente um determinado grupo étnico.”

Os rifles Kalashnikovs foram usados por militares e grupos armados em diversos conflitos pelo mundo, inclusive em guerras civis e ações terroristas.  Neste ano, o Google também publicou um documento dizendo que não irá desenvolver “armas ou outras tecnologias cujo objetivo principal ou implementação é causar ou diretamente facilitar o dano às pessoas”.

Fonte: https://noticias.r7.com

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