Índice de infestação do Aedes em Goiás aumenta em relação ao mesmo período de 2017, diz Secretaria de Saúde

mosquito-719613-1920Levantamento da Secretaria do Estado da Saúde de Goiás (SES-GO) aponta que aumentou a incidência do mosquito Aedes aegypti no estado entre os meses de outubro e novembro se comparados ao mesmo período do ano passado. Em algumas cidades, de acordo com o órgão, os números são bem maiores que a média, o que ocasiona estado de emergência, podendo ocorrer surtos ou epidemias.

O mosquito transmite dengue, chikungunyae zika. Conforme os dados, o índice passou de 0,22%, considerado baixo índice de infestação, para 1,1%, o que já configura estado de alerta. Em Goiânia, o percentual é de 3,2%. O tolerável pelo Ministério da Saúde é de 1%.

Sete cidades do estado apresentam resultados acima de 4%, que representa estado de emergência. São eles: Goianápolis, Araçu, Aporé, São Francisco de Goiás, Ituaçu, Montes Claros de Goiás e Cabecerias.

Nestes municípios, conforme Marcelo Rosa, coordenador geral de combate ao Aedes da SES-GO, é possível que a situação se agrave caso o montante não tenha redução nos próximos dias. “Dependendo dos números que continuarem a ser encontrados de agora para frente, alguns municípios de Goiás podem ter surto ou até mesmo epidemias”, afirma. “Essas áreas são monitoradas através da estatística, georreferenciamento, onde cada casa é monitorada, visitada e registrada quais são os pontos fortes e quais precisam ser melhorados naquela casa com relação ao combate à dengue”, afirmou o tenente-coronel dos bombeiros Marcos Monteiro, subcomandante da Defesa Civil.

Dengue

Dados do boletim epidemiológico atualizados até o último sábado (24) mostram que 62 pessoas já morreram em Goiás vítimas de dengue. Outros 30 casos ainda são investigados.

Goiânia é a cidade com mais casos (15), seguida de Senador Canedo (7), Aparecida de Goiânia (5), Mineiros (5) e Rio Verde (4).

O estado já notificou 96.540 casos de dengue, 25% a mais que o mesmo período do ano passado. Deste total, 57.352 casos foram confirmados, sendo quase a metade na capital.

fonte:g1.globo.com/go/goias

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