Lava-Jato: empresário diz que irmão que lavou dinheiro para Cabral omitiu dados em delação

RIO E SÃO PAULO — O empresário Frederico Igayara acusa o irmão, Luiz Alexandre, presidente da Frangos Rica , de ter omitido na colaboração premiada à Lava-Jato que a empresa quitou em 2016 uma dívida de R$ 24 milhões com o governo fluminense com um terreno na Baixada Fluminense, comprado pelos sócios três anos antes por R$ 1,2 milhão. A denúncia fará parte de um dossiê que Frederico levará aos Ministérios Públicos Federal e Estadual para sustentar o pedido de anulação da delação. Ele quer destituir o irmão do comando da empresa, que é acusada de lavar a propina de Sérgio Cabral .

Frederico gravou uma reunião na empresa, em junho de 2016, na qual Luiz Alexandre revelou detalhes do empréstimo. “Ganhamos na loteria esportiva com isso aí”, vangloriou-se o presidente do frigorífico, referindo-se a um empréstimo de R$ 20 milhões, concedido pela Agência de Fomento do Estado do Rio (AgeRio), em novembro de 2014, pela linha de crédito “AgeRio Giro Produtivo”. O financiamento deveria ser quitado em três anos, mas após o prazo de um ano de carência o frigorífico suspendeu o pagamento.

Para obter o empréstimo, Luiz Alexandre disse que usou de influência junto a Cabral e a Júlio Bueno, então secretário de Indústria e Comércio (Governo Pezão): “Pedi esse empréstimo ao Julio Bueno, que conheço há 15 anos. Entrei na sala dele e disse: ‘Preciso de dinheiro. Tô precisando de dinheiro’. Aí que começou o negócio. Isso foi em maio de 2014. E saiu no finalzinho do ano. Conclusão: a melhor saída foi dar a terra em pagamento”.

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