Líderes temem embate público com Moro

A forma como a MP que redesenha a Esplanada – e tira o Coaf de Sérgio Moro – vem sendo tratada na Câmara ligou um sinal de alerta em líderes do Centrão e adjacências. Alguns já dizem que, se não houver acordo, a medida não vai para plenário. Não querem o desgaste de derrotar Moro em uma longa sessão, transmitida ao vivo em redes sociais dos deputados tuiteiros. O PSL sabe que, matematicamente, não tem chances de ajudar o ministro. Mas usa a tática de insistir no discurso eleitoral e deixar a digital do Centrão na provável derrota de Moro.

Vixe! O PSL subiu o tom nas redes sociais para atacar o Centrão no fim de semana. No entorno de Rodrigo Maia, dizem que ele não gostou de saber que Major Vitor Hugo(PSL) supostamente afirmou só haver “bandido na Câmara”.

Antes eles… O PSL prefere correr o risco de não aprovar (ou aprovar no laço) a MP a se indispor com seu eleitor. Mas tem de combinar com o Planalto, que faz jogo dúbio.

… do que nós. O sentimento foi reforçado depois de dura reunião da bancada do PSL no Planalto com o presidente, solicitada pelos próprios parlamentares.

Apocalypse now. João Roma (PRB-BA) faz um apelo: “Sou favorável ao Coaf com Moro, mas isso já caiu no colegiado. Se quiserem esticar a corda em cima de discurso de palanque, não vai dar tempo de votar. Aí volta para 39 ministérios”.

Nova frente. Enquanto o governo bate cabeça para garantir que a medida provisória que reduz o número de ministérios seja aprovada a tempo, outra MP entra na mira dos parlamentares: a da contribuição sindical.

Esquece. “Já era isso aí”, diz um líder. A comissão chegou a ser instalada, mas, por falta de quórum, não conseguiram votar relator e presidente. O governo diz que, apesar da reforma da Previdência, deve insistir nessa MP.

Expectativa. Centrais sindicais dizem que, na prática, a medida não pegou no grande empresariado. Pequenas e médias empresas têm insistido em brigar, mas a maioria das decisões judiciais tem sido favorável às entidades.

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