Ministério da Saúde vai lançar edital para repor vagas de médicos cubanos

O Ministério da Saúde Pública de Cuba anunciou nesta quarta-feira, 14, que o país não participará mais do programa lançado no governo de Dilma Rousseff (PT). Segundo o órgão, a saída dos médicos do país foi decidida após declarações feitas pelo presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL). Em contrapartida, o presidenciável afirmou que dará asilo aos cubanos que pedirem para permanecer no Brasil.

O programa surgiu com o objetivo de aumentar a oferta de médicos no país. Levantamento feito pelo Ministério da Saúde, divulgado em 2016, aponta que o Mais Médicos, em municípios com até 10 mil habitantes, é responsável por 48% das equipes de Atenção Básica. E, no caso de 1.100 municípios, representa 100% da cobertura de Atenção Básica.

Em carta a Bolsonaro, a Frente Nacional de Prefeitos (FNP) se manifestou afirmando que a saída de médicos cubanos pode trazer “irreparáveis prejuízos à saúde da população” e enfatizaram que as perdas maiores serão para os mais pobres.

Por meio das redes sociais Bolsonaro se manifestou: “Condicionamos à continuidade do programa Mais Médicos a aplicação de teste de capacidade, salário integral aos profissionais cubanos, hoje maior parte destinados à ditadura, e a liberdade para trazerem suas famílias. Infelizmente, Cuba não aceitou.”

São Paulo e Bahia são os estados que devem perder a maior quantidade absoluta de profissionais, afinal, eles possuem 16% e 10% respectivamente de todos os médicos. Isso não quer dizer que os paulistas e baianos deverão sofrer mais com o fim do programa, já que estados do Norte e Nordeste apresentam uma menor quantidade de médicos pelo Sistema Único de Saúde, um dos motivos da criação do programa em 2013.

Vale lembrar que, desde a chegada de Michel Temer ao governo, o Ministério da Saúde busca uma diminuição no número de médicos estrangeiros no programa. Os cubanos representam 45% dos 18.240 profissionais que trabalham no Mais Médicos atualmente.

OMinistério da Saúde brasileiro já informou que lançará nos próximos dias um editalpara convocar médicos que queiram ocupar as vagas que serão deixadas pelosprofissionais cubanos.

Foto: Alexandre Mauro/G1

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