Ronaldo Caiado afirma: “Goiás terá governo e terá governador”

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A um dia de assumir o Palácio das Esmeraldas, democrata reafirma que próxima gestão será técnica e de resultados

“Será um governo técnico, de soluções para a crise”. Foi assim que o governador Ronaldo Caiado (Democratas) resumiu a gestão que se iniciará nesta terça-feira, 1º. Em entrevista a veículos de comunicação, ele lembrou que o Estado se encontra em uma situação extremamente delicada, mas se disse confiante nas mudanças que serão implementadas.

“Tenho que reconhecer que será o maior desafio da minha vida política. Assumo essa responsabilidade ciente de que não vou decepcionar o povo goiano. Com a experiência que acumulei, com a maneira que sempre fiz política, sei que enfrentaremos muitos problemas, entre eles a situação calamitosa em que se encontram as contas públicas. No entanto, garanto que saberei governar com total transparência”, afirmou.

Desde que iniciou os trabalhos, a equipe de transição já identificou inúmeros problemas: atraso em repasses constitucionais aos municípios, a prestadores de serviços, empresas terceirizadas e às organizações sociais que gerem os hospitais estaduais; além da inadimplência com programas sociais como a Bolsa Universitária, com o Instituto de Assistência dos Servidores Públicos do Estado de Goiás (Ipasgo) e até mesmo com o governo federal. Sem contar a falta de manutenção nas estradas e as centenas de obras inacabadas.

“Goiás chegou a uma situação de total inadimplência, uma situação preocupante porque um Estado rico como Goiás hoje não tem mais o aval do Tesouro Nacional, nem do Ministério da Fazenda. Goiás foi rebaixado à pior nota de avaliação de risco, letra D. Estamos no fundo do poço. Não temos dinheiro, não temos como contrair empréstimo. O que consegui junto ao ministro da Economia foi uma auditoria a partir do dia 14 de janeiro para levantar todo quadro e buscarmos alternativas”, argumentou.

Contudo, a maior preocupação de Ronaldo Caiado reside no pagamento referente ao mês de dezembro dos servidores estaduais. “Receberei o Estado com uma dívida total de R$ 3,4 bilhões, sendo só com folha de pagamento R$ 1,6 bilhão. A cada momento, uma surpresa triste. É um absurdo que seja dito que se repassará o caixa com R$ 730 milhões. É inaceitável, não podemos agredir a inteligência do povo goiano. Grande parte do dinheiro que deixarão já está vinculado a contratos, não pode ser usado para pagar a folha. Sabe quanto vai ficar na conta única para o governador Ronaldo Caiado começar dia 1º de janeiro? R$ 11 milhões. É o que teremos”, lamentou.

O governador eleito garantiu que sua equipe econômica está em busca de alternativas para superar as dificuldades. “Salário é sagrado, temos que pagar e vamos pagar. Vou chamar os servidores públicos para discutir a melhor maneira de resolver o problema. Temos que ter transparência total nos dados”, adiantou.

O mais novo déficit descoberto pelo governo eleito, repassado nesta segunda-feira, 31, diz respeito a uma dívida vencida com a União no valor de R$ 140 milhões. Caso o débito não seja saldado imediatamente, Goiás ficará impedido de receber repasses do Fundo de Participação dos Estados (FPE).

Alternativas
Ainda durante as entrevistas, Ronaldo Caiado destacou a boa relação que tem com o presidente Jair Bolsonaro (PSL) e com todo o seu ministério, mas fez questão de dizer que não irá “terceirizar” a gestão do Estado.

“O governo federal não pode assumir o problema de Goiás. Temos capacidade para superar as dificuldades. O que eu preciso é um prazo, um tempo. Foi o que pedi ao ministro Paulo Guedes (Economia). Vamos cortar no osso. Da mesma maneira que pedi apoio aos empresários diminuindo os incentivos, também farei corte na máquina pública e farei de maneira profunda para que o cidadão que paga imposto saiba que não estamos brincando. É um governo técnico, de soluções para a crise. Goiás tem governo e tem governador”, sentenciou.

O próximo governador também destacou a montagem de seu secretariado, composto exclusivamente por especialistas de cada área específica, como o grande diferencial da gestão que se iniciará nesta terça-feira, 1º.

“Ou temos a coragem de fazer mudanças substantivas na maneira como se governa, mostrar que Estado é do povo e não de um projeto de poder, de uma personalidade, ou senão a perspectiva é caminhar para um Rio de Janeiro, onde nem o funcionalismo nem os aposentados recebem”, alertou.

Por fim, Caiado disse que, apesar das enormes dificuldades que se avizinham, acredita na recuperação de Goiás.

“Serei o governador de todos os goianos. Faremos um governo transparente, de combate firme à corrupção e ao mesmo tempo dando satisfação para atender as regiões mais carentes, com prioridade a Saúde, Segurança e Educação. Governo não é de partido político, é do povo de Goiás. Vamos ao trabalho e mostrar que somos maiores do que o que fizeram com o Estado nesses últimos 20 anos”, concluiu.

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